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Enquanto ex-prefeito aguarda julgamento em segunda instância, população cobra respostas para problemas que afetam o dia a dia em São Sebastião do Umbuzeiro

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A política de São Sebastião do Umbuzeiro volta a ser marcada por um contraste que tem provocado indignação entre moradores. De um lado, o ex-prefeito Francisco Alípio Neves aguarda o julgamento, em segunda instância, da sentença que o condenou por atos de improbidade administrativa em ação movida pelo Ministério Público, com base em irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). De outro, a gestão da atual prefeita, sua esposa, enfrenta novas críticas diante de problemas que atingem diretamente a população.

Nesta semana, a denúncia que mais repercutiu foi a de que estudantes da zona rural ficaram sem aulas porque veículos do transporte escolar teriam permanecido parados por falta de combustível. Caso confirmado, o episódio evidencia uma situação preocupante: o direito à educação comprometido por uma falha administrativa considerada elementar.

No mesmo momento em que surgem essas reclamações, a Prefeitura anunciou a retomada da construção da quadra poliesportiva do distrito de Mão Beijada. A obra, iniciada há cerca de dez anos, consumiu recursos públicos e permaneceu abandonada durante todo esse período, tornando-se um dos símbolos das promessas não cumpridas no município.

Entretanto, o anúncio veio acompanhado de uma informação que revoltou moradores do distrito: a previsão de utilização de materiais remanescentes de outra obra realizada na sede do município. Para a comunidade, a medida foi recebida como mais um sinal de descaso.

Um morador, que pediu para não ser identificado, resumiu o sentimento de indignação: “Depois de dezoito anos de abandono, o que chega para Mão Beijada são restos de construção. Será que querem transformar o distrito em depósito de entulho?”

A insatisfação ganha ainda mais repercussão diante do histórico judicial do ex-prefeito. Na sentença de primeira instância (Monteiro), a Justiça reconheceu a prática de atos de improbidade administrativa, apontando irregularidades como a abertura de créditos suplementares sem autorização legislativa, contratações diretas consideradas ilegais para aquisição de medicamentos e mobiliário escolar e despesas com combustíveis consideradas incompatíveis com o uso informado do veículo oficial.

Na decisão, o ex-gestor foi condenado à suspensão dos direitos políticos por oito anos, ao ressarcimento dos valores relacionados às despesas irregulares com combustíveis, ao pagamento de multa civil, à proibição de contratar com o poder público por cinco anos e ao pagamento das custas processuais. A decisão, contudo, ainda será apreciada pelo Tribunal competente em segunda instância, não havendo trânsito em julgado.

Enquanto o processo judicial segue seu curso, a população continua enfrentando problemas concretos. Transporte escolar interrompido, obras que se arrastam por uma década ( alguns exemplos: a estrada pavimentada voltou a ser paralisada, como também a reforma da praça, o centro de comercialização, a construção do clube. O matadouro abandonado – dinheiro público sendo elefante branco) e o pior ainda são comunidades que afirmam sentir-se esquecidas. Tudo isso reforça a cobrança por uma gestão capaz de oferecer respostas efetivas.

Para muitos moradores, o debate já não é apenas sobre o passado, mas sobre o presente. A pergunta que ecoa nas ruas é simples: quando as prioridades da administração deixarão de ser anúncios e passarão a ser soluções?

Tags: COBRANÇADIA A DIAEX-PREFEITOJUSTIÇAPOPULAÇÃOPROBLEMASSÃO SEBASTIÃO DO UMBUZEIRO
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