O ex-prefeito de São Sebastião do Umbuzeiro, Francisco Alípio Neves, conhecido como Chico Neves, voltou ao centro das discussões políticas ao continuar participando ativamente da gestão municipal, mesmo sem ocupar cargo público.
Condenado pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) a devolver valores milionários devido a irregularidades durante sua gestão, Chico Neves — que é esposo da atual prefeita, Adalcy Freitas — tem sido visto atuando como uma espécie de “prefeito de fato”. Registros divulgados pela própria gestora em redes sociais e canais oficiais mostram a presença do ex-prefeito ao lado da prefeita em reuniões técnicas, além de agendas em João Pessoa e Brasília.

Outro ponto que chama atenção é a participação do ex-gestor em reuniões com setores estratégicos, como finanças e licitações. A atuação nessas áreas levanta questionamentos, especialmente por se tratarem justamente dos setores relacionados às irregularidades que motivaram sua condenação pelo TCE.
Sem vínculo formal com a administração, surgem questionamentos: o que um ex-prefeito condenado pelo TCE estaria fazendo em reuniões técnicas da gestão municipal? A presença recorrente levanta dúvidas sobre sua influência nas decisões administrativas, além de questionamentos sobre quem estaria custeando viagens e possíveis diárias durante agendas oficiais.
O caso também ganha novos contornos diante de cobranças feitas pela Câmara de Vereadores do município. Segundo informações, o Legislativo já solicitou por diversas vezes o envio dos balancetes da gestão municipal, que até o momento não estariam sendo encaminhados, o que reforça preocupações quanto ao cumprimento das obrigações legais e à transparência na administração pública.

A ausência desses documentos, somada à atuação informal de um ex-gestor condenado, amplia o debate sobre controle e fiscalização dos recursos públicos no município.
Diante dos fatos, cresce a expectativa de que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado intensifiquem a fiscalização e adotem medidas para apurar possíveis irregularidades, inclusive quanto à participação de Chico Neves em decisões administrativas, mesmo sem ocupar cargo público e sendo alvo de cobrança milionária.
A situação também recai sobre a Câmara de Vereadores, que tem o papel de fiscalizar o Executivo e garantir o cumprimento das normas legais, especialmente no que diz respeito à prestação de contas por meio dos balancetes.
OFÍCIO DA CÂMARA PEDINDO OS BALANCETES:


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