Desde novembro de 2024, as crianças matriculadas na Creche Quitéria Laurinete Campos, em São Sebastião do Umbuzeiro, estão sem aulas. A paralisação, que deveria ser temporária, já se estende por mais de quatro meses, sem uma previsão concreta para a retomada. A cada semana, a data de retorno é adiada, gerando incerteza e dificuldades para as famílias.
O motivo apresentado pela prefeita Adalcy Freitas para o atraso no reinício das aulas é a falta de contratação de funcionários de apoio. No entanto, muitos pais questionam a demora e a falta de planejamento da administração municipal.
“Tivemos meses para resolver essa questão. Como é possível que só agora percebam que falta contratar profissionais?”, desabafam mães que precisaram reduzir sua jornada de trabalho ou até deixar seus empregos por não terem onde deixar seus filhos.
A situação tem gerado grande impacto na rotina das famílias, especialmente das mães que trabalham e dependem da creche para manter suas atividades profissionais. Além disso, a ausência de um ambiente educacional adequado compromete o desenvolvimento das crianças, que seguem sem acesso ao aprendizado e à socialização necessária para essa fase da infância.
A Política Nacional de Educação Infantil (PNEI) prevê a ampliação da oferta de vagas e a melhoria da qualidade pedagógica, mas, sem aulas, esses objetivos se tornam inalcançáveis.
POLÍTICA PARAHYBA